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NANGA PARBAT Diamir Face EXPEDITION 2009

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O ano 1895 vê a primeira tentativa por Alfred Mummery na Face Diamir onde alcança a altitude de cerca de 6100m antes de se retirar. Mais tarde tentaria a Face Raikot onde viria a perecer. Na década de 1930 nada menos que seis expedições alemãs fracassaram, todas tendo pesadas baixas humanas. Necessitamos de esperar por 1953 para a primeira ascensão bem sucedida. Hermann Buhl da Áustria, em solo e sem ajuda de oxigénio, depois dos seus companheiros alemães e austríacos não conseguirem continuar, numa expedição com de todo tipo de problemas. Numa fantástica demonstração de arrojo e força, Buhl gastou mais de 19 horas após deixar a tenda a 6900m, incluindo um perigoso bivaque 200m abaixo do cume gelado. Ainda necessitou quase mais 22 horas para retornar à sua tenda. O esforço só terminou três dias mais tarde com a chegada ao Campo Base, plenamente esgotado, com congelamentos e sofrendo intensas alucinações. A sua Via seria novamente repetida apenas em 1971, pelos checos Ivan Fiala e Michael Orolin.

 

A primeira ascensão da Face Diamir, e segunda bem sucedida, aconteceu em 1962 por Toni Kinshofer, Siegfried Low e Anderl Mannhardt pelo contraforte lateral esquerdo.

 

1970 é o ano da primeira ascensão pela Face Rupal, pelos irmãos Messner que usaram o Esporão Sul-Sudeste e o Corredor Merkl. Depois do cume, desceram pela Face Diamir, onde Gunther já enfraquecido viria a morrer numa avalanche, quando Reinhold seguia adiante bastante mais abaixo. Reinhold gastaria várias horas tentando encontrar o seu irmão antes de compreender o que tinha acontecido, um incidente que se virou contra ele, transformando-se numa das disputas mais famosas da história do Alpinismo, a par das de Bonatti no K2 ou de Maestro no Cerro Torre. Este épico acabaria com a absolvição de Reinhold quando o corpo de Gunther foi encontrado em 2005. Em 1976 esta Face foi escalada novamente, mas desta vez usando-se o Passo Mazeno e a Aresta Sudoeste, por Gimpel, Schell, Sturm e Schauer.

 

Em 1978, Reinhold Messner sobe novamente, em solo e em estilo alpino. Este foi também o ano do primeiro êxito no Cume Norte do Nanga. O Cume Sul foi escalado em 1982 por Ueli Buhler depois duma difícil noite, desprotegido, acima do Campo 5 que lhe custaria pés e mãos congelados.

 

No campo de feminino, vemos em 1984 a francesa Lilliane Barrard com o seu marido Maurice, tornar-se na primeira mulher bem-sucedida, em estilo alpino após o Campo 1 e pela Via Kinshofer. Mas a primeira ascensão só de mulheres aconteceu cinco anos mais tarde, com a forte equipa polaca de Wanda Rutkiewicz, Anna Czerwifiska e Krystyna Palmowska.

 

O Contraforte Sudoeste foi escalado em 1985 por Jerzy Kukuzka e Zygmunt Heinrich da Polonia, Slavomir Lobodzinski dos EUA e o mexicano Carlos Carsolio. Em 1996 uma expedição japonesa escalou uma nova via directa na Face Norte. Outra nova via foi estabelecida em 2003 pelo francês Jean Christophe Lafaille por um esporão da Face Diamir, vindo a encontrar-se com o americano Ed Viesturs após o Campo 3. Outra nova via classificada VII 5,9 M5 X WI4, pelo pilar central da Face Rupal, foi escalada em cinco dias mais dois, em estilo alpino pelos americanos Vince Anderson e Steve House (2005), fazendo-os vencedores do famoso Piolet d`Or desse ano.

2005 viu uma nova tentativa no Rupal pelo esloveno Tomaz Humar, infelizmente fracassada depois de ter ficado seis dias sob um estreito ressalto a 6300m, que produziu um incrível salvamento de helicóptero.

 

A primeira ascensão em solo pela via Kinshofer foi efectuada por Krzysztof Wielicki em 1996, num contínuo esforço de 48 horas.

 

O sucesso invernal permanece ainda um desafio a completar, mesmo apesar da recente forte tentativa polaca no inverno de 2006/7, usando a via Schell. Foram também os polacos os primeiros a tentá-lo em 1989, e estiveram muito perto do êxito em 1996. O tempo continua permanecendo um oponente invencível no Nanga Parbat.

 

A longa e exaustiva travessia dos Picos Mazeno, inicialmente tentada em 1979, que derrotou muitos famosos e experientes alpinistas, foi finalmente cumprida com êxito em 2004 por Doug Chabot e Steve Swenson, mas sem terminarem no cume principal do Nanga, uma vez que desceram pela Via Schell.

 

No total foram abertas até agora 15 vias. A Aresta Este, a Via Japonesa e o Pilar Van Fieme na Face Raikot. O Esporão "Messner" SSE, a Aresta "Schell" SE, o Pilar SE, a Directa SE/Pilar Central e a Directa da Face Sul no Rupal. A Via Kinshofer, a Via Mummery Rib, a Via Diamir "Messner",  a Via Tom e Martina, a Via Face NE e a Via Checa na Face Diamir.

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COMENTÁRIOS SOBRA A VIA (VIA KINSHOFER)

 

Esta via na Face Diamir que iremos tentar tornou-se na Via mais escalada tornando-se na "normal", e foi escolhida porque é a que tem mais segurança relativa, comparada com todas as outras alternativas. A maior parte da via pode ser observada a partir do CB, o que dá boa possibilidade de inspecção e comunicações rádio. Não obstante, é muito difícil e exige uma aclimatização excelente, prometendo com certeza algumas secções muito duras de acordo com as condições da neve e gelo. Muitas expedições fortes tiveram que se retirar por uma ou outra razão.

 

Quando Mummery alcançou o fosso crítico a mais de 6000m, desconhecia que levaria 67 anos a completar esta Face. Depois do sucesso de Kinshofer, Low e Mannhardt, levou 16 anos para se ver a segunda ascensão (por uma expedição austríaca), 27 anos para a primeira totalmente feminina e 34 para o primeiro solo completo. Devido a severas congelações, os Polacos Pankiewiez e Trzmiel perderam um êxito invernal a apenas 250m do cume.

 

Do Campo Base de Diamir a 4100 metros localizado num verdejante pasto alpino plano, leva cerca de 30 minutos a alcançar a moreia do Glaciar Diama (4,200m). Aí os Glaciares Diama e Diamir encontram-se e formam uma área de crevasses quase plana, que em boas condições pode ser cruzada em 1 hora de modo a alcançar a parede do Nanga Parbat. Esta área pode ser muito exposta a queda de pedras e avalanches.

 

A via inicia-se com corredores muito inclinados, normalmente mistos em gelo e rocha. Aos 5900m há um passo de escalada em rocha de 60m até à Geleira Kinshofer. Do topo da Geleira, onde será colocado o Campo 3, a via atravessa a Brecha Bazhin, onde existem duas opções. Atravessar a Bacia sob a aresta do cume e subir na vertical direito ao cume principal, ou ganhar a aresta, e então atravessar sobre o ombro a norte. Após terminar-se a secção de escalada em rocha, a via torna-se menos inclinada, mas por vezes tem neve muito profunda, o que a torna muito árdua, quando já pesa muito os efeitos da altitude.

 

São mais de 4000m de desnível vertical a ultrapassar nesta via.

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