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RAKAPOSHI NORTH RIDGE EXPEDITION 2009 |




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Desde a primeira exploração da face a Sul (Barpu Valley), em 1892, com a grande expedição do viajante e montanheiro britânico W. Martin Conway), o Rakaposhi não presenciou muitas tentativas, e ainda menos escaladores no seu topo.
Entrando pelo Glaciar Juglot, no verão de 1938, o holandês M. Vivyan e o britânico R. Campbell efectuaram o primeiro reconhecimento da aresta Sul. Depois, inspeccionaram a aresta Norte, que consideraram escalável apesar da sua grandeza. Usando esta via, a meio de Julho atingiram o pico noroeste (6858m).
A primeira conquista registou-se em 1958 por Mike Banks e Tom Patey, membros de uma expedição britânico-paquistanesa de sete elementos, pela via da Aresta Sudoeste. Após 36 dias de luta e condições severas foram os primeiros a atingir o cume, depois de muitas outras expedições fracassarem. Fizeram-no com fortes ventos nevados e com tormenta. Auxiliados por carregadores de alta altitude (HAPs) Hunza, conseguiram-no apesar dos fortes ventos nevados e do temporal.
A elegante via ao longo da Aresta Norte foi inicialmente tentada, sem sucesso, em 1971, por Karl Herrligkoffer, e posteriormente em 1973, novamente sem sucesso, desta vez devido ao mau tempo.
Em 1979, uma expedição polaco-paquistanesa consegue colocar sete membros no topo, entre os quais as duas primeiras mulheres, Anna Czerwinska e Krystyna Palmowska, conseguindo-o numa rápida ascensão, desencordadas, em condições adversas e utilizando a aresta Noroeste.
Ainda em 1979, a expedição japonesa da Universidade Waseda teve sucesso na mesma via, colocando Eiho Ohtani e Matsushi Yamashita no cume, usando 5km de cordas fixas e consumindo cerca de seis semanas.
Em 1984, os canadianos Barry Blanchard, David Cheesmond e Kevin Doyle, atingiram o cume pela mesma via da Aresta Norte, tirando proveito de um leve estilo alpino com muito menos corda fixa, ao contrário do estilo massivo da expedição japonesa. Conseguiram-no em apenas sete dias.
Todos os escaladores bem sucedidos no Rakaposhi atingiram, até agora, o cume apenas nestas três vias:
Aresta Sudoeste (via da primeira ascensão). Longa, mas não excessivamente técnica, é considerada a via mais fácil. Iniciando-se no Glaciar Kunti, exibe inclinações até aos 60º, sendo relativamente directa até alguns gendarmes/pináculos rochosos manhosos. Tem sido repetida.
Aresta Noroeste. Mais longa e tecnicamente mais difícil do que a via anterior. São mais de 10km iniciados no Glaciar Biro, a aresta mais comprida do mundo com paredes verticais extremamente difíceis. Apresenta mais rocha a ultrapassar. Tem sido repetida.
Aresta Norte (também conhecida como Esporão Norte ou via japonesa). Mais curta que as duas vias anteriores, mas ainda assim, longa e com dificuldades técnicas. Tem sido repetida, incluindo uma ascensão em estilo semi alpino (estilo cápsula).
Foram igualmente efectuadas tentativas na Face Este (Bagrot Glacier), na Aresta Este, nas Faces Sul e Norte (esporão NE).
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COMENTARIOS SOBRE A VIA (Aresta Norte também conhecida como Esporão Norte ou Via Japonesa)
Esta via que iremos tentar, foi escolhida pela sua beleza e rápido acesso, incluindo o curto trek de aproximação, bem como o facto de ser muito mais segura comparada com as outras alternativas. Apesar de tal, esta não é uma via fácil, e promete seguramente algumas duras secções de acordo com as condições de neve e gelo.
A Aresta Norte, começa entre os Glaciares Pisan e Gulmit, a uma altitude de cerca de 6000m. Mas a escalada inicia-se com um corredor a 5500m, sobre o Glaciar Pisan, para se alcançar a aresta e assim evitar a secção inicial de cornijas e ressaltos rochosos. Assim começa o desafio.
A aresta é em si longa e com alguma complexidade, mas com relativa segurança e sem grandes perigos objectivos. Existe uma zona rochosa de 150m entre os 6400 e 7000m que pode ser contornada através de corredores e depois gelo vertical. É possível fazer um campo de altitude ou bivacar logo a seguir a cerca de 7600m. A secção final da aresta envolve uma secção rochosa de grau VI antes da travessia para o cume.
Um importante requerimento do Rakaposhi, por causa da sua altitude e inclinação, é uma boa aclimatização. Quase metade do factor sucesso reside nesse facto. O Rakaposhi é apenas cerca de 200m mais baixo que um 8000, o que, por si só, é um grande desafio.
Possuindo uma longa encosta, significa que os participantes deverão adquirir um muito bom nível de fitness.
O tempo, um factor não controlável, geralmente não é duro durante a monção, o que significa alguns dias de tempo estável com janelas meteorológicas de céus claros e sem nuvens, onde a temperatura pode chegar aos 30ºC. Contudo, nevões súbitos podem representar dificuldades adicionadas. |

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